"Eu chamo minha prática de ativismo quântico. Investigando os conceitos quânticos, como a não localidade, que tem a ver com a comunicação sem sinais, que também é um poder da consciência. Os ativistas tentam mudar o meio ambiente sem mudar a si mesmos. Suas mensagens se perdem. No ativismo quântico, as pessoas tentam mudar a si mesmas ao eliminar a hipocrisia." Amit Gotswami

20 de abr de 2008

PASSEIO SOCRÁTICO


Uma história de Frei Beto:

Ao visitar em Agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
'Quem trouxe a fome foi a geladeira', disse.
O electrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.
A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valorsimbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.
A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimonia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.
Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.
Nos 'Manuscritos económicos e filosóficos' (1844), ele constata que 'o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós'.
O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social.
Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.
Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma.
Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia?
Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela...
Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos
objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.
Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.
Comércio deriva de 'com mercê', com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.
Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o
vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de
vizinhança, como ainda ocorre na feira.
Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
'Nada poderia ser maior que a sedução' - diz Jean Baudrillard - 'nem mesmo
a ordem que a destrói.'
E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.
Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.
'Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático', respondo.
Olham-me intrigados. Então explico:
Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo.
Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.
E, assediado por vendedores como vocês, respondia:
'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser
feliz'. :)

14 de abr de 2008

O ESTIGMA DO SER CONSCIÊNTE

Tenho notado que quanto mais falamos para as pessoas das verdades ligadas a alimentação, mais cresce uma certa animosidade para quem esclarece conceitos verdadeiros sobre os produtos que ingerimos.
-"E o que vc quer que eu coma?" retrucam as pessoas indignadas. Ou:
-"Vai me dizer que vc não come isto ou aquilo..!" como se aqueles que comentam sobre as qualidades dos alimentos fossem culpados pelo rumo que tomou nossa indústria alimentícia.
Claro, ninguém quer ouvir o que incomoda. Que somos tão responsáveis por comprar tanto quanto aqueles que nos vendem.

E a boa intenção (ai, ai....sábio Dante dos infernos!) acaba num desâaaaaaaaaanimo.... :(

Tudo bem...tal vez em 100 anos mais a gente ria do jeito "que se comia no passado"...

27 de fev de 2008

O Cérebro Desconhecido


Novos paradigmas sobre a saúde surgem a todo momento na medicina e já se fizeram novas leituras sobre quase tudo o que antes era pouco considerado ou completamente desconsiderado em matéria de saúde.
Sobre os alimentos, as cores, os aromas, os hormônios, a botânica, a eletricidade, a imagem...em fim, a cada avanço da ciência os antigos conceitos são revisados e surgem inúmeros novos dados ao respeito do que acreditávamos já termos como certo e definitivo. Hoje sabemos que estas "qualificações" (certo e definitivo) do conhecimento são levianas e imprecisas.
Surge agora um livro muito interessante: "O CÉREBRO DESCONHECIDO" do médico Helion Póvoa.
O Dr. Póvoa é precursor da medicina ortomolecular no Brasil e se consagrou como um dos mais respeitados especialistas nas áreas de nutrição e bioquímica. Ele nos apresenta neste livro uma idéia que finalmente alcança o mundo ocidental (mas nada que a Medicina Chinesa não propagasse aos 4 ventos desde milênios): o intestino rege nossa saúde de uma maneira surpreendente!
Um exemplo: "Por isto, este cérebro desconhecido tem sido alvo de muitos estudos, com resultados bastante reveladores. Nada menos que 80% do nosso potencial de imunidade concentra-se na mucosa do intestino - que é ainda um grande produtor de hormônio de crescimento, atualmente o maior trunfo no combate aos sintomas do envelhecimento. Cerca de 90% da serotonina -o neurotransmisor responsável pela alegria - encontrada no corpo humano é também produzida pelo intestino. Assim, cuidando melhor do sistema digestivo, melhoraremos o sistema imunológico, retardaremos os sinais de envelhecimento e viveremos com muito mais bom humor e disposição". Oba! :)

Para saber mais:
- O CÉREBRO DESCONHECIDO
Helion Póvoa (ed. Objetiva)
Do mesmo autor:
- A CHAVE DA LONGEVIDADE
(ed. Objetiva)

15 de fev de 2008

MANTRAS - A Energética do Som

Os sons produzem efeitos fisiológicos e psicológicos específicos. Assim como o clima quente ou frio afeta nosso corpo de determinada forma, os sons e o modo como os repetimos também nos afetam, isso inclui a música que ouvimos e o que sai das nossas Bocas(!!); entretanto os efeitos dos fatores externos sobre nosso corpo são mais fáceis de observar do que os efeitos do som. Quando conhecemos a energética do som, podemos usá-los terapêuticamente, como fazemos com ervas ou com os alimentos.

Os mantras são como exercícios para a mente. Conferem a esta plasticidade e adaptabilidade. Eles exercitam a energia da mente e dão a ela equilíbrio e estabilidade.

Mas a magia do mantra só vem à luz depois de termos repetido durante um certo número de vezes (dizem pelo menos 100 repetições diárias durante 1 mês) sendo que ele só se tornará repleto de energia depois de suas sílabas terem sido repetidas pelo menos cem mil vezes.

Recomendo a visita ao site da Jill Purce, pessoa interessantíssima que acho vcs devem conhecer se se interessam pelo tema.


"Se você pode liberar uma voz
você pode liberar um ser humano"


Para assistir e ouvir (uma jóia!):
http://www.youtube.com/watch?v=zBQfUqd8pqI

Para saber mais:
-Uma Visão Ayurvédica da Mente
Dr. David Frawley (ed. pensamento)
-Site da Jill Purce
http://www.healingvoice.com/

12 de fev de 2008

Poesia Turca


Oh! Como me conhecem
a noite e o deserto e meu corcel!
e a lança e a batalha
e a pena e o papel!

Al-Mutanabi

8 de fev de 2008

TANATUK



Tanatuk é o jardim onde Buda explicou a essência dos ensinamentos da Medicina, o Paraíso da Cura.
Tanatuk, que significa:" Alegre para receber "....
E que perfeita definição para o que é estar saudável. Pois quando temos saúde...estamos sempre alegres para receber o que a vida nos traz..enquanto que na doença até os momentos mais felizes de nossas vidas se vem embaçados pela dor e o sofrimento.
Tanatuk é uma terra além da ilusão do sujeito e objeto.
E é neste espaço que nos inspiramos para almejar o recebimento dos ensinamentos para a saúde e felicidade. Propondo que este jardim seja fértil em reflexões para atingirmos o objetivo perfeito de trabalhar pelo bem estar de todos os seres.
Serão alguns textos interessantes, respostas a perguntas de amigos e clientes, trechos de leituras do momento...em fim...Vamos exercer o que Amit Goswami chama de “ativismo quântico” ou seja: mudamos a nós mesmos para assim poder mudar os paradigmas do mundo...e não ao contrário.
É dele então a reflexão inicial do nosso blogg: "Eu chamo minha prática de ativismo quântico. Investigando os conceitos quânticos, como a não localidade, que tem a ver com a comunicação sem sinais, que também é um poder da consciência. Há experimentos, comprovados por encefalogramas, que mostram que sinais elétricos de uma pessoa podem agir no cérebro de outra. Os ativistas tentam mudar o meio ambiente sem mudar a si mesmos. Suas mensagens se perdem. No ativismo quântico, as pessoas tentam mudar a si mesmas ao eliminar a hipocrisia. O ativista quântico jamais é hipócrita, admite suas limitações e busca aprender com suas dificuldades e erros." Que tal? Reflitam...e comenten :)

Vai aí uma lista dos livros do Amit publicados em português:
-A Física da Alma (ed. Aleph)
-A Janela Visionária (ed. Cultrix)
-O Médico Quântico (ed. Cultrix)
-Universo Autoconsciente (ed. Aleph)

Boa leitura e até breve!